quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Doutrinas Tradicionais que garantem a obtenção de boas notas: Marronismo

As posições marronistas defendem que os indivíduos devem decorar exaustivamente toda uma série de conteúdos, de valor relativo, visando que estes sejam integral e totalmente plasmados no exame/ teste a que se está ou vai responder.

Obviamente, existem inúmeras críticas a esta doutrina, assinaladas pelos génios criadores do Bitaitismo, nomeadamente a Doutora Filipa José da Cunha Andrade. Para além da dificuldade inerente ao marronismo, o tempo é pouco e as actividades são inúmeras, pelo que não é de todo possível conciliar o carácter boémio que tão bem caracteriza a vida académica com o estudo que os cépticos teimam em defender como necessário. Consequentemente, surge-nos a necessidade de hierarquizar o dispêndio de tempo para as actividades que o típico estudante, ingratamente denominado por baldas, estabelece. Observemos então a pirâmide funcional do tempo dedicado a cada actividade, segundo a perspectiva da Dra. Rosa Bitaitão.

A estrutura desta pirâmide vem refutar por completo a teoria do marronismo, devido à empiricamente perceptível impossibilidade de conjugar as actividades mencionadas na mesma, atendendo à ordem de prioridades que esta estabelece e consagra.



Prefácio

O bitaite é inerente à natureza humana, todos nós, à medida que nos vamos desenvolvendo num plano temporal característico da própria constituição do ser humano, começamos a desenvolver o nosso espírito crítico que se radica na formação de uma opinião, isto é, um bitaite.
A sua importância tem um valor incalculável; é ela que nos permite afirmarmo-nos num grupo, assumindo uma determinado postura e comportamentos, mutatis mutandis, à autonomização e construção da nossa individualidade.
Não obstante, a arte de mandar bons bitaites é muitas vezes menosprezada. Não dedicarei muito tempo a refutar estas linhas de pensamento, dado que são exclusivamente defendidas pelos homus nerdus (aka nerds) que, ao longo da sua vida se limitam a decorar conteúdos, os quais, como os próprios leitores poderão concluir após uma leitura atenta destas páginas, não têm a importância que lhes é atribuída levianamente pelos referidos mortais.
Como sabemos, o Homem é um ser inacabado, pelo que chega a este mundo hostil desprovido de conhecimentos que lhe permitam a sobrevivência (isto é, a passagem às cadeiras). Neste sentido, podemos entender o bom bitaite como algo que onera o ser humano, possibilitando que este aproveite a vida enquanto vai respondendo aos problemas que lhe surgem (fazendo as cadeiras) sem grande esforço.
Assim, facilmente concluimos que "le bitaite c'est quelque chose d'universelle". Se analisarmos brevemente as diferentes funções sociais que os indivíduos desempenham na vida em sociedade, apercebemo-nos de que não todas, mas sim aquelas que implicam recurso ao intelecto radicam, basicamente, no recurso ao bitaite.
Modus concluendos, o bom bitaite é uma consequência da intelecção e, cada vez que a utilizamos, recorremos, ou pelo menos deveríamos, à nobre arte de mandar um bom bitaite, que será deste modo desmistificada, nos posts deste blog, projecto que apenas se veio a concretizar graças ao impulso dado de pela genial Dra. Outra e Dr. Sabe Tudo.