Estava prestes a começar a explicitar e posteriormente refutar as teorias Cabulistas referindo-me aos pensadores que a defendem, contudo, rapidamente me apercebi que incorreria num erro crasso ao fazê-lo, pelo que reformularei estas minhas primeiras palavras.
Maçando não mais os caríssimos leitores com meras divagações, atentarei na exposição do teor das teorias Cabulistas, que não defendem mais do que o recurso a cábulas.
Advirto-os desde já que a definição que se segue não é da minha autoria [1], foi sim encontrada na Wikipédia, referência bibliográfica de relevante importância, que passo então a citar: "a típica cábula é um pequeno papel com resumos da matéria (principalmente definições e/ou fórmulas) escritos em letra muito pequena. Usa-se a letra o mais pequena possível para se pôr o máximo de matéria possível no menor espaço possível, por forma a manter a discrição e não se ser apanhado pelo professor ao utilizá-las. Para garantir que a letra está muito pequena, estas por vezes são feitas em computador usando um tipo de letra muito pequeno (6 ou menos) e depois impressas- para ser lidas às vezes utiliza-se um berlinde. Uma vez que as cábulas, regra geral, contêm o essencial da matéria, muitos professores recomendam que se façam cábulas como método de estudo, desde que não as usem nos exames ou, por outro lado, desde que não sejam apanhados".[2]
Ora, à semelhança da execução de resumos, também o processo de "fazer cábulas" se traduz no desperdício de uma quantidade absurda de tempo e papel. Não obstante, às cábulas é ainda inerente o factor risco, dado que existe uma grande probabilidade de não se ser bem sucedido e/ou apanhado.[3]
Concluímos então que esta doutrina não pode garantir a obtenção de boas notas, dado que os indivíduos não fazem mais do que copiar acriticamente os conteúdos plasmados nos seus "auxiliares de memória", ao invés de se sujeitarem a um processo de reflexão acerca do tema em causa que lhes permitiria a ilação de conclusões pertinentes e, na maior parte das vezes, acertadas. Este processo é o cimento unificador que nos permite um encadeamento sólido de ideias, dificilmente derrubáveis, que se traduzirão, obviamente, num bom bitaite - arte e engenho por detrás do qual aos poucos vai sendo desvelada aos atentos seguidores deste blog.
[1] É necessário ter em conta que as definições são o maior inimigo do bom bitaite, razão pela qual é aconselhável adaptar uma resposta a este tipo de pergunta a um outro tipo o diga-o-que-entende-por.
[2] Não querendo pôr em causa a veracidade e validade desta informação, acrescento ainda que muito me ensinou: não fazia ideia de que os berlindes tinham, de facto, alguma utilidade.
[3] Advirto contudo os leitores para o ensinamento que nos é transmitido pela sabedoria popular na forma de provérbio, não há regra sem excepção, e eis que nos surge o lendário Breviário de Bolso.
Maçando não mais os caríssimos leitores com meras divagações, atentarei na exposição do teor das teorias Cabulistas, que não defendem mais do que o recurso a cábulas.
Advirto-os desde já que a definição que se segue não é da minha autoria [1], foi sim encontrada na Wikipédia, referência bibliográfica de relevante importância, que passo então a citar: "a típica cábula é um pequeno papel com resumos da matéria (principalmente definições e/ou fórmulas) escritos em letra muito pequena. Usa-se a letra o mais pequena possível para se pôr o máximo de matéria possível no menor espaço possível, por forma a manter a discrição e não se ser apanhado pelo professor ao utilizá-las. Para garantir que a letra está muito pequena, estas por vezes são feitas em computador usando um tipo de letra muito pequeno (6 ou menos) e depois impressas- para ser lidas às vezes utiliza-se um berlinde. Uma vez que as cábulas, regra geral, contêm o essencial da matéria, muitos professores recomendam que se façam cábulas como método de estudo, desde que não as usem nos exames ou, por outro lado, desde que não sejam apanhados".[2]
Ora, à semelhança da execução de resumos, também o processo de "fazer cábulas" se traduz no desperdício de uma quantidade absurda de tempo e papel. Não obstante, às cábulas é ainda inerente o factor risco, dado que existe uma grande probabilidade de não se ser bem sucedido e/ou apanhado.[3]
Concluímos então que esta doutrina não pode garantir a obtenção de boas notas, dado que os indivíduos não fazem mais do que copiar acriticamente os conteúdos plasmados nos seus "auxiliares de memória", ao invés de se sujeitarem a um processo de reflexão acerca do tema em causa que lhes permitiria a ilação de conclusões pertinentes e, na maior parte das vezes, acertadas. Este processo é o cimento unificador que nos permite um encadeamento sólido de ideias, dificilmente derrubáveis, que se traduzirão, obviamente, num bom bitaite - arte e engenho por detrás do qual aos poucos vai sendo desvelada aos atentos seguidores deste blog.
[1] É necessário ter em conta que as definições são o maior inimigo do bom bitaite, razão pela qual é aconselhável adaptar uma resposta a este tipo de pergunta a um outro tipo o diga-o-que-entende-por.
[2] Não querendo pôr em causa a veracidade e validade desta informação, acrescento ainda que muito me ensinou: não fazia ideia de que os berlindes tinham, de facto, alguma utilidade.
[3] Advirto contudo os leitores para o ensinamento que nos é transmitido pela sabedoria popular na forma de provérbio, não há regra sem excepção, e eis que nos surge o lendário Breviário de Bolso.
